Pensão do senhor Mejin Fernandez - parte II

Entrada proíbida.

A principal regra numa pensão para homens é a seguinte: É Proibido a entrada de mulheres.

Isso é regra do dono para manter a pensão mais tranqüila, sem muito agito, sacanagem etc.

Porém, lá pelas 23 horas, só se ouvia correria de salto alto, e olhe que era uns 20 quartos, todos individuais, com entrada independente. Então no páteo central, ouvia os saltos correndo, será que havia transformista na pensão ??? Nunca soube responder, pois ninguém colocava a cara para espiar, porque todos sabiam e queria ter também o direito, mesmo que ilegal...risos, de entrar com uma garota na pensão. A noite se ouvia, risadas femininas, gemidos, e palavras obcenas tipo de filmes pôrnos, porëm no dia seguinte nem uma pista de tais donzelas.

Porém numa noite ao voltar da escola me deparo com um beijo de despedida, e a moça passou na minha frente. Realmente jovem uns 17 anos, bonita, que corpinho !!!...rs, passou de cabeça abaixada e me olhou de rabo de olho, e foi embora.... Outro dia ao ir a fabrica de salgadinho encontro-a lá, a coitada ficou vermelha, sem graça, mas tinha que me atender... E eu olhava bem nós olhos, não falava nada e seguia. Era realmente um clima super sensual, mas como eu era tímido, e ela era namorada de um amigo, ficamos só nisso durante muito tempo.

Meus camaradas.

Mauro (saci lambão) e Sérgio (ratão) iam sair do Educandário Don Duarte e teriam que procurar uma pensão para morar, como havia um quarto grande na pensão sobrando, convidei-os e eles prontamente aceitaram. Meu que dureza é dividir o seu espaço com outro. Sérgio roncava feito um porcão, era impossível dormir, e mauro tinha um chulé que deus me livre!!!

Como eu sempre chegava mais tarde do que eles no quarto, e eles quase sempre estavam dormindo, pegava o sapato chulezento do Mauro e atacava na cabeça do Sérgio. Assim ele parava por alguns minutos de roncar... depois reiniciava, e lá ia eu atacar outro sapato....e outro... durante a noite toda. No dia seguinte ele não entendia porque os sapatos amanheciam na sua cama...risos. O lado bom da coisa é que a gente juntava força e comprava comida e bebida juntos e rachava, a tubaína, as bolachas do Serjão (restaurante do palácio). Com o apoio da galera compramos um armário. Mais uma cama. E Até um video game atari, que foi a sensação do verÃo.

O Atari.

Assim que chegamos do trabalho com o video game atari, foi uma loucura, corremos para instalar e começamos a jogar as 19 horas, o principal jogo era o Olimpiada, corriámos, pulávamos, etc... assim foi a noite inteira. A vontade de fazer xixi era grande, mas não arredávamos o pé do jogo, foi quando eu, fui ao banheiro que ficava no pateo e vi a penumbra, achei estranho porque tinha começado o jogo no inicio da noite e ainda não tinha escurecido ??? corri para o relógio e vi que já eram umas 5 horas da manhã. Caramba !!! Passamos a noite em claro. Continuamos jogando até as 7 da manhã e voltamos para o trabalho, super felizes por conseguir o nosso primeiro video game. Ah !! compramos do Alberto Niemietz, um amigo do trabalho.



 Escrito por luisampa às 17h44
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NA PENSÃO DO SENHOR MEJIN FERNANDEZ....parte I

A lesma.

Após a grande briga com o Alexandre, Meneses me levou para a minha nova casa. ERa um quartinho que cabia apenas uma cama de solteiro e tinha uma poutroninha que servia de armário para empilhar minhas roupas. O quarto era tão pequeno, mas tão pequeno que se levantasse da cama rápido batia a cabeça na parede. Isso mesmo, tinha mais uns 40 centímetros além da largura da cama. Uma técnica que descobri para para guardar as roupas foi bater uns pregos na parede e com uns cabides pendurar as roupas, que maravilha !!! parecia uns quadros moderníssimos...rs, porém um certo dia acordo com a luz do sol, olho para aquela obra de arte na parede... e vejo que outro autor colaborou para mudar minha obra. Isso mesmo !!! Vi que uma mancha brilhante cortava a parede e atressava simetricamente as roupas no sentido horizontal, fui acompanhando a mancha, até dar de cara com a autora. Uma lesma gigante, caraca !!! nunca tinha visto um bicho nojento e tão grande !!! Será que ela poderia me engolir??? Quantas voltas ela iria dar no quartinho e quanto rastro ela deixaria nas minhas roupas??? Dei um pulo da cama, corri no boteco da esquina pedi uma porção de sal e voltei armado para destruir a impostora. Derrubei-a e joguei sal em cima dela. Olhava ela se contorcendo, se enrolando. Meu deve doer muito o sal no seu corpo. fiquei com dó, dei um pisão e chutei a meleca para longe.

O inicio nessa pensão do senhor Espanhol foi díficil, mas logo me adaptei, pois quando dava fome apertava ou eu ia para a fila do cafezinho no supermercado Disco, ou morder as mortadelas que ficavam numa banca. Se tinha dim dim, comia um pão de frios e uma tubaína.

 

O golpe do jornal.

Imagine eu, um rapaz de 15 anos, morando sozinho numa pensão, naquele quartinho jogado sem amigos... quando derrepente ao ir ao banheiro, sentei no vaso, e nos meus momentos de pura filosofia, olhei para o chão e vi o jornal Primeira Mão. Li, reli... quando vejo uma parte super interessante: "Doa-se", doava-se de cachorro, roupas, livros etc....Uau !!! existe gente que doa mesmo ??? Um sorriso maroto brotou nos meus lábios... E na segunda feira, no trabalho liguei para o jornal e deixei o seguinte anuncio: Garoto carente aceita-se doações de roupas e livros – endereço tal...etc. Sacaram a jogada ???? Isso mesmo...risos, se tem que doa, tem quem quer receber. Só que eu não previ o que iria acontecer, pois assim que saiu a matéria no jornal, eu trabalha durante o dia no Palácio do Governo e a noite estudava, portanto não tinha tempo para receber as minhas doações, para minha surpresa no outro dia encontro um senhor que morava na pensão doido da vida com o lixo no quintal, era um monte de livros e roupas velhas que caíram e se misturavam com a terra. E eu na maior cara de pau, fiquei indignado também. E outros amigos que moravam na pensão paravam para discutir quem era o responsável, que se vissem alguém jogando alguma coisa por cima do muro iriam bater etc e tal, e ao ouvir ficava imaginando uma pessoa boa, toda interessada em ajudar um pobre coitado sendo linxado pelos revoltados da pensão. Vixi Maria, vou dar umas voltas...rs.

O Vazamento.

Toda vez que eu ia usar o banheiro do pateo da pensão, um maldito vazamento na mangueirinha da caixa de água da descarga, pingava em minha bunda, caraca !!! como poderia cagar sem conseguir me concentrar. Meia hora de concentração, a sensação de momento do disparo do míssil, contagem regressiva, 5, 4, 3, 2, 1... ping, ping.... que merda !!! ops...risos que água !!! e lá voltava o míssil para origem. Água fria na bunda na hora da cagada é foda !!! Mas tudo bem, reiniciar a concentração, a sensação de disparo chegando, 5,4, 3, 2, 1... ping, ping... caraca !!! Já sei, vou cagar me equilibrando, assim as gotas d’água passam raspando mas não vão me desconcentrar... Deu certo !!! Caguei !!!

Reclamei para o espanhol, senhor Mejin Fernandez. Ele me tranqüilizou que quando voltasse do trabalho estaria tudo resolvido. E realmente voltei e lá estava o trabalho do senhor fernandez, uma bela bola de duropox envolvendo a mangueirinha...

Passados uns dias Lá eu lançar o míssil e para minha surpresa... ping ping....PUTA MERDA VOU XINGAR O ESPANHOL!!! No outro dia, nova reclamação, e ele me tranquilizou dizendo que agora ele ia resolver o problema. E a noite ao voltar da escola, corri para o banheiro para ver a grande solução. E que grande solução !!! Antes ele tinha feito uma bolinha de gude em volta da mangueira e agora....risos, parece mentira, mas não é.... o senhor fernadez fez uma bola maior, quase uma bola de tênis em volta da magueirinha. Resolveu o problema ??? Sim, ficou uma maravilha, por uns 5 dias... até que a história se repetiu e ai o veneno escorreu, chamei o espanhol de português e coisa e tal, nada contra a comunidade luzitana, só foi uma força de expressão usada no Brasil num momento de raiva. E finalmente o Portuga, ou melhor o Espanhol, senhor Mejin Fernandez trocou a mangueirinha por outra, risos.... custo da troca ?? uns 30 reais, isso mesmo, sendo que 25 eram do duropox os outros cinco da nova manguerinha. Será que fui duro com ele ???

 



 Escrito por luisampa às 17h43
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Tia Lucia, mais que uma tia, uma mãe !!!

Na foto Tia Lucia, Tia Ambrósia, Sandra, ?(amiga da sandra), eu.

Lembrei dessa figura importantíssima em minha vida, a qual jamais esquecerei. Tia Lucia.  Ela foi minha tia de internato, cuidou de mim e de centenas de outros órfãos na Casa das Crianças Lirio dos Vale - Guarulhos - SP. Era uma pessoa doce, tranquila, amável e que sempre fez tudo com muito carinho.

O que mais me marcou foi quando eu sai da Casa das Crianças Lirio dos Vale e fui morar no Instituto Ana Rosa em São Paulo, e todas as crianças e jovens podiam nos finais de semana ir visitar os pais, e os ditos "menores da FEBEM", ficam no internato sem visita, e para minha surpresa Carlinhos, irmão da Tia Lucia, foi me buscar para passar o natal de 1982 com a sua família. Lá conheci Sr. Oscar o pai de todos, com seus ensinamentos e sabedoria, Dona Geni com sua voz meiga e sempre pronta a ajudar quem precisasse, e todos os irmãos da Tia Lucia, Beto e familia, Célia e família, Samuel, Gil, Josué, Márcia. Tamanha foi a recepção que entrei para a familia. E todos os finais de semana passei a frequentar o meu novo lar. Junto com o Samuel e Josué, brincavamos de pipa, e brincadeiras com a turma da rua. A noite passava horas e mais horas batendo papo com Marrrcia, que adorava tirar sarro do meu jeito caipira de falar, além dos erros de português...(acho que ainda não perdi nem o sotaque e nem os erros...risos..).

Adorava também brincar com as crianças,  Fabiana, Flavia, Felipe, Marcio, Marcelo, ficavam a rodear e aprontar e sair correndo, era uma turminha muito legal e que me dava a oportunidade de sentir parte de verdade da família.

Nesse mesmo lar eu tinha a oportunidade de reencontrar o meu amigo.... Ronaldo Rodrigues dos Santos !!! Só faltou falar o RG....kkk, é que ele morou comigo no Internato de Assis e de Guarulhos, acho que passamos uns 8 anos sofrendo juntos. Mais para frente conto detalhes, nada alegres... mas isso é passado, então vamos em frente !!!

Tia Lucia se dedicou anos após anos a cuidar dos filhos alheio, e por infelicidade Deus não lhe deu a oportunidade de ter os seus próprios filhos, pois toda vez que tentou perdeu, mesmo fazendo tratamento. Mas todos nós que tivemos a oportunidade de te-la como Tia no internato, sabemos que ela foi mais que uma tia, FOI UMA MÃE !!!

Sabe enquanto escrevo esses detalhes  da tia Lucia... pensei, podia dar a minha filhota, Ana Paula para ser afilhada da Tia Lucia, pois ela ainda não foi batizada, seria legal, vou falar com a gatinha e depois dar a noticia para a Tia, aposto que ela vai adorar. Espero que de tudo certo, pois ela é minha mãezona e o Tio Décio, nem se fala, tão gente fina quanto a tia Lucia. Ai Cara trata sua esposa, minha tia com carinho hein !!!

Para Tia Lucia:

Você foi o melhor dos meus sonhos...

Você foi a luz, estrada e o meu caminho...

Você deu os primeiros passos para um homem vencer na vida.

Tudo que faço hoje é reflexo do amor, carinho e dedicação que recebi de você.

Agradeço, Agradeço, e Deus lhe de em dobro tudo de bom que me fizeste.

Beijos carinhosos

De seu sobrinho, filho, fã

LUIS HENRIQUE SAMPAIO.

 

 



 Escrito por luisampa às 15h42
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Casa do Menezes 2

Realmente morar na casa do Menezes, ex-funcionário do Instituto Ana Rosa, era muito bom, pois Dona Lucinda era muito amável, atenciosa e nos tratava como verdadeiros filhos, porém após a primeira briga entre eu e Alexandre, só fez o ambiente piorar. Imagine você você dormir ao lado do inimigo. Como eu sempre tive insônia era muito fácil ficar acordado, pois sabia que o cara era um traíra e que morria de ciúmes do tratamento que eu tinha dos donos da casa.

Sei que sempre que a gente se encontrava, ele me provocava dando esbarrões, me chamava de mascote, baixinho...etc. Ele estava doido para que eu entrasse no jogo dele, mas eu sempre tive sangue frio para essas horas e deixava ele se correr com o seu câncer diabólico. Continuava aquele lenga-lenga de acender a luz e ficar fazendo barulho quando chegava tarde, e quando eu chegava tarde vivia a reclamar do barulho e da luz...risos... pode isso??? É mas realmente aconteceu.

Dona Luci sentia que o clima entre nós já não era mais o mesmo, que estava criando cobras no seu quintal, e certo dia me convidou para ir para o CENTRO DE UMBANDA (ou macumba...sei lá o que era...risos...), dizia ela que era bom eu acompanha-la pois receberia um bom passe e que tudo iria melhorar.

Ao Chegar ao Centro de Umbanda, reparei que as mulheres usavam roupa branca tipo de baiana, com muitos colares coloridos no pescoço e os homens também de branco, o atabaque tocava freneticamente, as mulheres giravam de um lado para o outro. Derrepente desce oxum no pai de santo e esse começa ensinar como eliminar o seu inimigo, faz um tridente no chão com polvora acende, coloca uma tigela de barro com farofa e pimenta e começou a falar umas palavras estranhas.... e os atabaques cada vez mais rapido, as mulheres girando mais rapido ainda... derrepente..... PARA !!!! PARA !!! dizia o pai de santo. Olhando em minha direção ele diz:  Tem gente não acreditando neu !!! TEM GENTE NÃO ACREDITANDO NEU !!! E fitava meus olhos....  Todos olhavam para mim, Dona Luci rapidamente disse:  Se não acredita é melhor você sair, senão será pior para você. Eu rapidamente confirmei que estava acreditando. Meu coração disparou, minhas mãos e testa suavam, e eu pensava: Caramba como ele percebeu que eu estava achando tudo tão engraçado??? Eu nem estava rindo, quer dizer rir eu estava, mas só por dentro. Agora fiquei mais apavorado do que tudo. O cara vê a gente por dentro. Cruz credo ave maria, onde fui me meter. E o ritual continuou, tomei o passe com uma baiana, ombro direito com ombro esquerdo e depois com o outro, uma boa baforada de charuto. Pronto, todo mal da minha vida estaria livre.... será ????

Alguns dias depois encontrei Muratisuke Aoki o grande amigo Mura, que trabalhava conosco no palacio do governo e contei a ele o sufoco que eu passava morando com o Alexandre, ele como bom amigo me indicou uma pensão próximo a sua casa, onde fui fazer minha reserva. Seguro que tinha um novo canto para morar, descidi que deveria acabar com o meu martirio, e naquela noite acendi e apaguei a luz várias vezes...risos, como ele sempre fazia, fiz barulho para provocar, ele resmungou e eu falava: Se esta incomodando vem pro pau. Realmente estava colocando toda minha raiva para fora, pois foram vários meses aguentando o enche saco do cara. E a babaquice foi noite a fora, digo babaquice porque hoje penso diferente, não deveria ter perdido o meu tempo, mas perdi. Lá pelas 1:30 da manhã a porrada comeu solta, e sei que levei murros, mas batia com uma força descomunal, o ódio, a raiva e tudo que tinha de mal aflorou e o pancadão se instalou no pequeno quartinho, até que num movimento rapido o cara me agarrou pelo pescoço e começou a me enforcar e a unica forma que tinha como defesa era enfiar o dedo no olho dele, mas para minha surpresa ele abriu a boca e mordeu o meu dedo, puta que o pariu doi para caralho !!!

Dona Lucinda e Menezes arrombaram a porta novamente e conseguiram nos separar, foi uma choradeira geral, pois ela sabia que tinha que nos por para fora de casa. Eu falei para ela que eu tinha começado tudo e que ele podia ficar tranquilo pois já havia arranjado um local para morar.  Arrumei minha mala e fui com o Menezes mostrar o meu novo canto....



 Escrito por luisampa às 15h22
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Casa do Menezes

Depois de ser roubado na pensão do Butantã resolvi que devia morar numa casa, pois teria mais comodidade e seria mais seguro. Entrei em contato com Menezes, um ex-funcionário do Instituto Dona Ana Rosa, era um funcionário muito legal e vivia dizendo que tinha casas e mais casa...

Ao encontra-lo informei da nossa situação e ele prontamente ofereceu um espaço para nós morarmos, nós quem ???  eu e o Alexandre. Fomos bem recebidos por Dona Luci, uma senhora muito alegre, amiga, e dedicada. O local cedido era um quartinho que ficava do lado de fora da casa, ao lado do banheiro, que por sinal também era do lado de fora. Podiamos usar a cozinha e o tanque a hora que fosse necessária. A unica imposição era para manter o quartinho sempre limpo e que cada final de semana um teria que cuidar. Inicialmente tudo rolava perfeitamente, cada final de semana cada um cumpria a sua parte, até que o alexandre começou a jogar bola nos finais de semana e deixava tudo sujo, e eu não limpava, pois achava um desaforo eu fazer a minha parte e a dele. E sempre que a Dona Luci ia conferir a limpeza, lá vinha bronca e quem era o culpado ??? Isso mesmo, Alexandre. E iniciava a ladainha para o cara cuidar, e ele todo arrogante achava que eu que entregava ele. Ai as coisas foram complicando, pois bastava eu chegar tarde para ele reclamar que a luz estava acessa. Eu pedia uns minutos para me trocar e tomar banho, lá vinha o cidadão com toda sua ignorância e truculencia apagando a luz. E era um tal de acende e apaga, acende e apaga... que a cada dia as coisas pioravam. Ele quando chegava tarde também deixava a luz acessa, ficava fazendo barulho, mas eu nem ai... ria escondido, pois eu sempre tive insônia e eu fingia que estava dormindo, e ele achava que estava me acordando e eu lá paradão como se estivesse no ultimo sono. Só que paciência tem limite e o caldo entornou, numa certa noite após o quarto virar o famoso pisca-pisca, iniciamos uns empurrões e a porrada comeu solta.... era murro de lá, erra porrada de cá... derrepente ouvi Dona Luci gritando: - Abre essa porta !!! , mas nós não podiamos atende-la, pois qualquer distração era uma pancada na certa nas idéias... Foi quando num movimento rápido agarrei o sujeito pelo pescoço e comecei a enforca-lo e ele com seus dentes super amolados, com seu instinto canibal passou a mastigar meu braço, foi nesse instante que a porta abriu. Arrombada pelo Menezes. E evitaram o ato de canibalismo. Meu braço sangrava, e parte dele já tinha sido devorado, e olhe que eu estava vivo, e nem tinha usado anestesia. Separado a fera da presa. Recebemos as broncas merecidas e as regras que seria a seguinte: Se brigarem novamente, os dois irão embora....

 



 Escrito por luisampa às 20h22
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, BUTANTA, Homem, de 36 a 45 anos, Informática e Internet, Viagens, Dançar e Bater papo com os amigos




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